As culturas antigas utilizavam a observação do céu para organizar a compreensão sobre o que acontecia em suas vidas…a sobrevivência, os conflitos, mudanças necessárias ou impostas, temperamentos nas relações, tempo oportuno ou não para fazer as coisas, o destino, não como fatalidade, mas como orientação do que poderia ser feito diante das situações cotidianas.
Ao anoitecer, logo após o Sol se pôr (a Oeste), estamos avistando Vênus brilhante no céu, deslocando-se da constelação de Leão para a de Virgem, próxima à estrela de Regulus (o coração do Leão). Pelos cálculos da astrologia tropical, Vênus está a 11° de Virgem. A partir de Agosto, Vênus atinge seu ponto mais afastado do Sol, brilhando mais intensamente ainda.
Os Maias foram os astrônomos que estudaram os movimentos de Vênus de forma meticulosa e associavam o aparecimento do planeta a Oeste como sinal de agressividade, guerra, momento de ataques militares e sacrifício humano. Mas para os Babilônicos, quando Vênus era vista a Oeste, era associada ao amor, à sensualidade e a proteção dos “portões da noite”. Quando aparecia à Leste, como estrela D’Alva, se tornava a deusa implacável da guerra..o que nos evidencia que o céu é semente lançada em diversos tipos de solo…resta a nós qualificar a terra.
Para a Astrologia Tropical, o movimento de Vênus Vespertina (vista a Oeste) e Vênus Matutina (vista antes do nascer do Sol a Leste) representa um poderoso ciclo de morte e renascimento das relações, dos valores pessoais e do afeto.
Até 26 de outubro, veremos Vênus fazer uma conjunção inferior com o Sol (o planeta atravessa o coração do astro-rei), finalizando um ciclo, pedido avaliação, um momento em que as experiências emocionais serão digeridas, as reações tendem a ser mais internalizadas, voltadas para a colheita. No período tambem podemos observar em nós o cansaço dos velhos padrões.
Para a Astrologia Tropical, este momento é visto como uma purificação alquímica – antigos desejos, casamentos, parcerias ou relações tóxicas ou valores financeiros obsoletos são “queimados” pelo fogo do Sol.
O renascimento matutino do planeta dá início a um novo ciclo de 584 dias, renascendo como energia espontânea, impulsiva e assertiva. Há uma renovação de autoestima e uma disposição renovada de buscar o que se ama, livre das amarras do passado.
De certa forma, a observação dos Maias e Babilônicos faz sentido aos dias atuais, se transportarmos as observações do céu daquele tempo para o céu de agora…e isso é a sabedoria da Astrologia.
E você…que guerras vive no seu dia a dia? O que você já pode digerir e queimar no fogo do Sol? Aproveite o período e renasça!
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